— Lorde das Trevas, a princesa consorte está pendurada no portão da cidade há sete dias.
— Ela concordou em entregar o coração a Yin Yue?
— A princesa... ela sofreu um aborto no quarto dia. Depois, pulou da Plataforma de Execuções. Parece que já está morta.
Luo Han encarou aquelas palavras por um longo tempo. Depois de um momento, murmurou para si mesma:
— Então é esse o livro em que eu transmigrei?
Do outro lado, o antigo Bodhi — uma árvore que existia desde a criação do céu e da terra —, a venerável tartaruga negra de idade incalculável e vários outros anciãos a observavam com ternura e afeto.
— Nos seus termos, sim, pode-se dizer que você transmigrou para um romance.
Luo Han rapidamente folheou as páginas restantes do livro, passando os olhos por elas com pressa. Sua sensação de inquietação só aumentava.
— Meu nome não aparece em lugar nenhum. Eu não sou uma personagem secundária, nem figurante, nem sequer um papel menor. Por que, em nome dos céus, fui puxada para dentro desse livro?
Há poucos instantes, Luo Han era apenas uma estudante universitária comum. Tinha feito o exame nacional de admissão este ano e, com a orientação da escola, se candidatado ao curso dos seus sonhos — Direito. Se não tivesse sido arrastada para esse lugar estranho, agora deveria estar sentada à escrivaninha do dormitório, estudando para a prova final do dia seguinte.
Quem poderia imaginar? Ela só tinha sentido um pouco de sono e decidiu tirar um cochilo, mas ao acordar, estava cercada por criaturas sobrenaturais que desafiavam toda lógica.
E o pior: uma árvore imensuravelmente grande — que falava assim que abria a boca — lhe entregou um livro. Uma luz verde brilhante se reuniu no topo da árvore e se formou diante dela. Luo Han hesitou por um segundo, então pegou o livro e leu a conversa bizarra que acabara de testemunhar.
Ela beliscou a si mesma discretamente, apenas para se desesperar ao perceber que conseguia sentir claramente a dor. Também podia sentir a brisa roçando sua mão.
Não havia como negar: ela havia transmigrado para um romance.
E não qualquer romance — uma história de cultivo repleta de amores dilacerantes, traições e paixões capazes de destruir o mundo.
Reprimindo o desconforto, Luo Han passou rapidamente os olhos pelo livro e conseguiu ter uma ideia geral da trama. Era apenas mais um daqueles contos típicos sobre uma erva espiritual rara que ganhava consciência e assumia forma humana — essa erva sendo a protagonista da história, Yun Menghan. Em sua jornada de cultivo, ela encontrava os dois jovens mestres do clã Dragão Azul de Zhongshan: o irmão mais velho, Ling Zhongyu, e o mais novo, Ling Qingxiao. Ambos se apaixonavam profundamente por Yun Menghan e, na disputa por seu amor, acabavam entrando em conflito.
No fim, o irmão mais velho, Ling Zhongyu, caía no reino demoníaco, assumia o nome de Ye Zhongyu e trilhava um caminho sangrento até se tornar o Senhor dos Demônios. Enquanto isso, o irmão mais novo, Ling Qingxiao, derrotava todos os clãs dragônicos celestiais e ascendia ao trono como Imperador Celestial.
Os governantes dos reinos celestial e demoníaco se recusavam a abrir mão da mesma mulher. Além deles, o rei demônio do clã das bestas, o sumo sacerdote da tribo das feiticeiras reclusas e o príncipe herdeiro do clã da fênix estavam entre os muitos homens apaixonados pela protagonista, dispostos a entrar em guerra por ela.
Apesar de tantos pretendentes, Yun Menghan amava apenas o vilão, Ye Zhongyu. Mesmo quando Ye Zhongyu a torturava física e emocionalmente — chegando a arrancar seu coração —, ela permanecia profundamente devotada, sem nunca se arrepender de seu amor.
As experiências trágicas da heroína com Ye Zhongyu enfureciam muitos dos homens que a admiravam, levando vários a atacá-lo para tentar resgatá-la. Ling Qingxiao, o segundo protagonista masculino, era o mais obstinado entre eles.
Oriundo do prestigioso clã Dragão Azul de Zhongshan, Ling Qingxiao tinha uma linhagem nobre entre os dragões, mas sua infância e juventude foram marcadas por sofrimento.
Ele era originalmente fruto de uma união legítima entre o clã Dragão Azul de Zhongshan e o clã Dragão Ying de Lingshan — um herdeiro legítimo e uma criança favorecida pelos céus. No entanto, o destino pregou uma peça cruel: um filho bastardo nasceu na mesma época. Os dois nasceram com poucos dias de diferença. Quando Ling Qingxiao veio ao mundo, seu nascimento provocou um fenômeno celestial, enquanto o filho ilegítimo nascera numa família humilde e empobrecida, frágil e doente desde o primeiro suspiro.
O pai, preocupado com a saúde debilitada do filho bastardo e temendo que a esposa legítima, movida pelo ciúme, não permitisse que ele sobrevivesse, decidiu trocar os dois bebês.
O filho ilegítimo, que foi trocado, cresceu e se tornou Ye Zhongyu, o protagonista masculino, enquanto o verdadeiro herdeiro, Ling Qingxiao, foi o que foi substituído.
Mais tarde, Ye Zhongyu desertaria para o reino demoníaco e adotaria o sobrenome "Ye". Antes disso, por mil anos, vivera como o altamente reverenciado e celebrado jovem mestre do clã Zhongshan — Ling Zhongyu.
Enquanto isso, o destino de Ling Qingxiao seguiu o caminho oposto.
Depois de ser tratado como filho ilegítimo, Ling Qingxiao tornou-se um espinho cravado no coração da matriarca, Su Yifang — sem que ela soubesse que aquele "filho ilegítimo" era, na verdade, seu próprio filho biológico. Nascida em uma família nobre, Su Yifang era privilegiada, mas também ciumenta, e frequentemente tratava Ling Qingxiao com dureza. Para fortalecer o corpo frágil de seu "filho", Ling Zhongyu, ela chegou ao ponto de extrair sangue de Ling Qingxiao todos os meses, usando-o para preparar banhos medicinais destinados a Ling Zhongyu.
Com o tempo, o pai de Ling Qingxiao viu uma oportunidade para trazer a mãe de seu filho ilegítimo, Bai Lingluan, para dentro da residência como concubina. Naquela altura, os dois garotos já haviam sido trocados havia mais de uma década. Querendo evitar mais complicações e se sentindo incapaz de enfrentar as consequências de suas ações contra a prestigiada família Ling, ele decidiu deixar o erro como estava, permitindo que Bai Lingluan reconhecesse Ling Qingxiao como seu filho, enquanto Ling Zhongyu continuava a ser tratado como o herdeiro legítimo ao lado da matriarca.
Ling Qingxiao não sabia de nada disso; acreditava genuinamente que Bai Lingluan era sua mãe. Bai Lingluan, por outro lado, sabia muito bem a verdade. Sabia que seu filho verdadeiro era o favorecido pela matriarca, enquanto o menino diante dela era, na realidade, o filho de Su Yifang. Ao observar Ling Qingxiao, Bai Lingluan sentia uma satisfação distorcida, e seu comportamento com ele tornou-se instável e cruel. Ling Qingxiao achava que simplesmente não era bom o suficiente — e por isso se dedicava ainda mais aos treinamentos.
Por mais que se esforçasse, tudo o que recebia em troca era o desprezo da própria mãe. Com uma madrasta hostil e uma mãe biológica que o repudiava, Ling Qingxiao aos poucos tornou-se silencioso, calmo e obcecado com o cultivo, tornando-se cada vez mais frio, indiferente e incapaz de sorrir.
Ele parou de sorrir completamente.
Se fosse apenas isso, talvez ainda fosse suportável. Depois de aceitar que era alguém que ninguém gostava, talvez ele conseguisse aprender a lidar com isso. Mas o destino parecia decidido a não lhe dar trégua.
Ling Qingxiao atingiu o nível de imortal aos trezentos anos e ascendeu ao status celestial aos mil. Sua velocidade de cultivo era inédita no mundo dos imortais. Consumida pela inveja, a matriarca usou a vida de Bai Lingluan como barganha, forçando Ling Qingxiao a entregar sua pílula dracônica.
A pílula dracônica continha a essência vital de um dragão; uma vez removida do corpo, isso equivalia à morte. Para salvar sua mãe biológica, Ling Qingxiao sacrificou a si mesmo e expulsou a pílula de seu corpo. A matriarca a tomou imediatamente e a usou como tônico para Ling Zhongyu, deixando Ling Qingxiao severamente enfraquecido. O que ele não sabia era que, enquanto sacrificava sua força e sua vida por aquela que acreditava ser sua mãe, Bai Lingluan apenas sentia prazer perverso ao vê-lo sofrer.
A matriarca e Ling Qingxiao estavam presos em uma luta de vida ou morte, enquanto o filho dela colhia todos os benefícios sem pagar nenhum preço. Que ironia amarga.
Com a ajuda da pílula dracônica de Ling Qingxiao, Ling Zhongyu finalmente quebrou seu gargalo e ascendeu ao status celestial. A matriarca ocultou o fato de que Ling Qingxiao já havia alcançado esse nível e atribuiu todo o talento e genialidade a Ling Zhongyu. Organizou uma celebração extravagante e convidou inúmeros convidados para testemunhar o feito. No entanto, no dia da cerimônia, um raio celestial caiu do céu.
Embora raios celestiais não fossem incomuns — todo cultivador precisava passar pela tribulação do trovão para ascender —, os convidados logo perceberam que aquele não era um raio qualquer: tratava-se do Raio de Extermínio Demoníaco.
A multidão ofegou, chocada. A matriarca pertencia ao clã puro de sangue Yinglong, e o chefe da família Ling era um antigo Canglong; essas duas linhagens dracônicas jamais poderiam gerar uma criança com sangue demoníaco. Entre todos os presentes, apenas Bai Lingluan era uma híbrida, fruto da união entre linhagens celestiais e demoníacas.
Assim, a verdade veio à tona de forma súbita e cruel: Ling Zhongyu não era filho da matriarca. Na verdade, Ling Qingxiao — aquele que sempre fora maltratado — é que era seu filho legítimo.
A reviravolta pegou a todos de surpresa. Enquanto o trovão rugia, o primeiro raio de Extermínio Demoníaco caiu. Como Ling Zhongyu havia absorvido a pílula dracônica de Ling Qingxiao, o raio identificou sua aura como se fosse a do próprio Ling Qingxiao, e até mesmo este foi erroneamente julgado como portador de sangue demoníaco. Quando os raios começaram a cair, tanto a matriarca quanto Bai Lingluan correram até Ling Zhongyu, dispostas a arriscar suas vidas para protegê-lo dos ataques celestiais.
Enquanto isso, Ling Qingxiao permaneceu isolado, esquecido, suportando sozinho todos os quarenta e nove raios.
No momento crucial entre a vida e a morte, seu pai, sua mãe biológica, sua mãe adotiva, seu tio e seu primo — todos escolheram Ling Zhongyu. Até mesmo sua irmã-marcial mais nova, Yun Menghan, a quem Ling Qingxiao havia protegido por setecentos anos, fez a mesma escolha.
Quando o último e mais poderoso raio se aproximou, ficou claro que os céus não conseguiam distinguir quem era o verdadeiro portador de sangue demoníaco. Por isso, a decisão foi passada ao único espírito natural presente: a protagonista, Yun Menghan.
No momento crucial, a protagonista tomou partido do protagonista masculino e apontou o dedo para Ling Qingxiao.
O raio caiu de repente, e o imenso poder da tribulação destruiu metade da Montanha Zhongshan, lançando Ling Qingxiao no Abismo da Desolação. Dizia-se que esse abismo era o local das quedas divinas — um lugar árido, onde nem mesmo um fio de grama conseguia crescer, e de onde nenhum ser vivo jamais havia retornado com vida. Por isso, era chamado de Abismo da Desolação.
No entanto, contra todas as probabilidades, Ling Qingxiao voltou das profundezas, rastejando para fora do abismo que parecia não ter fim. A partir daquele momento, foi consumido pela escuridão, determinado a se vingar do protagonista masculino, Ye Zhongyu.
Enquanto isso, a protagonista e o protagonista masculino mergulharam num ciclo interminável de dor e sofrimento. Sempre que a protagonista se fería, voltava até Ling Qingxiao em busca de cura. E, uma vez recuperada, corria de volta para Ye Zhongyu assim que ele a chamava. Esse ciclo enlouqueceu Ling Qingxiao.
Ele já não se importava em reconquistar a protagonista, tampouco em perseguir o caminho da grandeza; sua única obsessão era matar Ye Zhongyu.
Após se tornar sombrio, Ling Qingxiao dominou os campos de batalha, forçando diversos personagens masculinos a se unirem contra ele. O protagonista, a protagonista e seus aliados juntaram forças para enfrentá-lo. No entanto, mesmo com todos unidos, não conseguiram superá-lo. Sem alternativa, os protagonistas romperam com as proibições dos seis reinos e recorreram a uma técnica ancestral proibida.
Quando essa técnica foi liberada, céus e terra estremeceram, espalhando o medo entre todos os seres vivos. Ao mesmo tempo, as facções celestiais e demoníacas continuavam em guerra, e o mundo parecia à beira do colapso, prestes a mergulhar na destruição.
Luo Han folheou o livro, confirmando que seu nome não aparecia em nenhuma das páginas. Subitamente, foi invadida por um pressentimento sinistro: será que ela era apenas mais uma entre as incontáveis vidas destinadas à ruína?
Se fosse isso, qual o propósito de sua presença ali? Seria mais digno tirar a própria vida imediatamente.
Foi nesse momento que a mais antiga e venerável árvore Bodhi se pronunciou:
— Você transcendeu os seis reinos e não está sujeita à reencarnação; naturalmente, seu nome não constaria no livro.
Luo Han sentiu-se completamente desamparada e respondeu:
— Tem certeza de que não me confundiram com outra pessoa? Eu não tenho nenhum papel nessa trama, minha presença aqui não serve a nenhum propósito. Podem, por favor, apenas me mandar de volta? Estou com pressa pra fazer uma prova.
Os veneráveis ancestrais, envoltos numa aura imponente, não conseguiram conter os sorrisos diante das palavras de Luo Han. Entre eles, a antiga tartaruga falou com lentidão:
— Não houve engano. Ling Qingxiao está determinado a iniciar uma guerra, e Ye Zhongyu e Yun Menghan estão recorrendo a técnicas proibidas numa tentativa desesperada de detê-lo. Com a liberação dessas técnicas, os céus e a terra estão sofrendo, e isso atraiu nossa atenção. Infelizmente, despertamos tarde demais; a situação se agravou, e ninguém lá fora está disposto a recuar. Não tivemos escolha senão convocar apressadamente o Dao Celestial, pedindo que assuma seu devido lugar e traga equilíbrio.
Quando a antiga tartaruga terminou de falar, os demais ancestrais inclinaram lentamente a cabeça em uníssono e disseram:
— Imploramos ao Dao Celestial que assuma o controle da situação, salve o mundo e impeça que incontáveis vidas pereçam nas chamas da guerra.
Luo Han arqueou uma sobrancelha, confusa.
— Vocês estão dizendo que o Dao Celestial... sou eu?
— Exato — respondeu a árvore Bodhi, com sua habitual tranquilidade, agitando uma folha.
De repente, uma visão surgiu diante de Luo Han: montanhas desmoronavam, o solo se rompia e ondas gigantescas engoliam tudo em meio a enchentes e fogo. A cena mudou, revelando nuvens repletas de um exército de milhões, onde feitiços e artefatos divinos colidiam no ar. Ao longe, a terra tremia violentamente, e um feixe de luz demoníaca rasgava o céu e a terra, atingindo as nuvens mais altas.
Uma percepção começou a se formar em Luo Han.
— Isso quer dizer que...?
— Exato. Esse é o verdadeiro estado do mundo exterior neste exato momento. Aqui, criamos juntos uma barreira para convocar o Dao Celestial.
Luo Han se virou para observar ao redor e, de fato, embora estivesse envolta por uma tênue luz verde, uma inspeção mais atenta revelava que a barreira havia sido criada à força. Por um instante, ela ficou perdida, dividida entre refletir sobre seus dezoito anos banais de vida e a revelação chocante de que, na verdade, era uma manifestação do Dao Celestial — ou lamentar a brutalidade dos lunáticos lá fora, que haviam reduzido seu lar àquele estado deplorável.
Depois de processar essas informações por um tempo, ela arriscou cautelosamente:
— Mas eu sou só uma pessoa comum. Nunca matei aula, nunca copiei lição, nunca tive uma paixão... Respeito meus pais, meus professores...
A árvore Bodhi sacudiu seus galhos e respondeu:
— Você nasceu do céu e da terra, sem pai nem mãe.
— Mas meus pais...
— Eles são o Dao Celestial de outro plano — ou, mais precisamente, ele é. Para garantir o seu crescimento seguro, ele assumiu a forma de pais humanos. Quando você despertou pela primeira vez, sua forma era frágil demais. Temíamos que algo desse errado, então a confiamos ao Dao Celestial mais maduro daquele plano. Ele a criou, protegeu e ensinou como cumprir os deveres do Dao Celestial. O tempo flui de maneira diferente entre os dois mundos. Nosso plano era que você estudasse lá por alguns milhares de anos e então retornasse. Mas, como pode ver, ficamos sem tempo.
Luo Han ficou verdadeiramente atônita. Já era chocante o bastante descobrir que não era humana — mais assustador ainda era perceber que seus pais também não eram. Na verdade, ela não tinha pais de verdade; aquilo que acreditava serem seus pais era apenas uma manifestação da mesma existência.
Sem saber o que dizer, Luo Han perguntou:
— Então... o que exatamente eu devo fazer?
— Acolher o retorno do Dao Celestial — disse a árvore Bodhi, curvando um de seus galhos, fazendo com que inúmeras folhas caíssem como chuva. Com uma voz carregada de satisfação e gentileza, a árvore continuou: — Agora, é hora de você partir e salvar o mundo.
Luo Han, com um ponto de interrogação pairando acima da cabeça: "?"
O mais assustador era que ninguém mais parecia achar aquela declaração absurda. Em meio ao choque, ela sentiu um leve desespero.
— Até pouco tempo atrás eu estava fazendo prova final... e agora vocês querem que eu salve o mundo? Como é que eu vou fazer isso?
— É simples: pare Ling Qingxiao. Se ele desistir do ataque ao Reino Demoníaco, Ye Zhongyu e Yun Menghan não serão forçados a recorrer às técnicas proibidas. Os céus e a terra não sofrerão tamanha catástrofe...
Antes que a árvore Bodhi pudesse terminar de falar, a barreira tremeu visivelmente. Luo Han, que estava sobre ela, sentiu nitidamente o chão e o céu vibrarem.
Todos ao redor se apressaram para se firmar, enquanto a barreira encolhia visivelmente e a luz enfraquecia. A árvore Bodhi enviou uma folha, e sua voz perdeu a serenidade:
— Isso não é bom; Ling Qingxiao já se moveu. Ye Zhongyu está prestes a ativar as técnicas proibidas neste exato momento. Não há mais tempo — temos que enviá-la de volta no tempo agora.
Assim que a árvore Bodhi terminou de falar, os diversos ancestrais ativaram seus poderes, cercando Luo Han com camadas de luz suave e brilhante. Sentindo-se sobrecarregada, Luo Han gritou:
— Espera aí! Vocês precisam me dizer o que fazer primeiro! Por que logo eu tenho que ir?
— Você é a encarnação do Dao Celestial, existe fora dos seis reinos e não está sujeita à reencarnação. É a única capaz de ignorar espaço e tempo, transitando livremente entre passado e futuro. Ninguém mais pode retornar ao passado — nem mesmo nós. No entanto, cada vez que abrimos o vórtice temporal, um imenso volume de energia espiritual é consumido. Estamos unindo nossas forças para enviá-la. Lembre-se, Dao Celestial: se o mundo for destruído, não apenas todos os seres vivos deste plano perecerão — você, como manifestação da consciência do mundo, também desaparecerá junto com tudo. O florescimento da vida garante sua própria existência; se a vida cessar, você também perecerá.
— Você partirá agora, e não teremos tempo de abrir um segundo vórtice. Lembre-se: você tem apenas uma chance. Não importa o que aconteça, você deve impedir Ling Qingxiao.
Antes que Luo Han pudesse responder, foi envolvida por uma onda de energia espiritual e lançada ao vórtice temporal. Quando o vórtice se fechava, sua última visão foi da barreira se desfazendo, revelando o mundo devastado lá fora. No céu cinzento, uma figura permanecia de pé sobre uma nuvem. A distância tornava impossível distinguir seus traços, mas ela pôde vê-lo apontar a espada, e, num instante, uma fenda profunda e irregular se abriu no chão na direção de sua lâmina, dividindo montanhas distantes ao meio.
Parecia que ele sentiu algo e voltou o olhar em direção a Luo Han. Naquele momento, as montanhas silenciaram e o mundo parou.
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Cantinho da Sol:
Não julgo o ml, eu ficaria louca por menos e teria mandando geral ali pastar.
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