Capítulo 86. Ameaça.

A noite de outono estava fria e desolada.

As luzes da cozinha eram tênues, como pequenas estrelas prestes a serem engolidas pela escuridão crescente.

A mulher permanecia diante da porta, seu vestido amarelo tremulando ao vento. O grampo de flor em seu cabelo parecia fresco e delicado. Ela olhou para o rapaz à sua frente e falou lentamente:

— Invadir uma residência particular no meio da noite, sem motivo algum, e sem sequer cobrir o rosto... Que imprudência.

Ela fez uma pausa e observou os olhos assustados do garoto antes de continuar:

— Se não fôssemos velhos conhecidos, eu poderia pensar que um ladrão invadiu a clínica esta noite.

Duan Xiaoyan, sentado no chão, engoliu em seco e, de repente, sentiu-se um pouco culpado.

— Doutora Lu...

Antes que pudesse inventar uma desculpa convincente para enganar a jovem à sua frente, ela perguntou com calma:

— Você me seguiu o dia inteiro. Em que posso lhe ser útil?

A expressão de Duan Xiaoyan mudou e ele olhou fixamente para Lu Tong.

Como ela soube?

Naquela manhã, Pei Yunhuan havia saído. Duan Xiaoyan, ainda abalado por ter visto o cadáver masculino na Montanha Wangchun na noite anterior, estava desanimado. Coincidentemente, naquele dia ele não estava de plantão. Por isso, decidiu sair da residência para espairecer no mercado.

Não muito longe dali, ficava a mansão da família Fan. Duan Xiaoyan hesitou ao se lembrar de que havia perdido sua bolsinha naquele local.

E então viu Lu Tong conversando com um homem no portão da mansão Fan.

Duan Xiaoyan conhecia aquele homem. Era Qi Chuan, o azarado secretário de Fan Zhenglian. Embora fosse um subordinado de confiança, na verdade era apenas um faz-tudo — fazia compras para as criadas, administrava a casa, e até cuidava de assuntos triviais como uma ama de leite. Uma pena: apesar de seu talento, continuava sendo um secretário sem nome e sem influência.

Lu Tong estava conversando com Qi Chuan na entrada da família Fan.

No passado, Duan Xiaoyan não teria se importado com isso. No entanto, recentemente ele havia sido incriminado por Lu Tong, que usou sua bolsinha para isso, e Pei Yunhuan o advertira para se manter afastado dela. Ao ver novamente as ações de Lu Tong, ele teve a sensação de que ela era cheia de truques.

Depois de algumas palavras, Lu Tong se despediu de Qi Chuan. Duan Xiaoyan ficou ali, pensativo. Por fim, decidiu segui-la.

Ele queria ver se havia algo de errado com aquela "Doutora Lu".

Durante o dia inteiro, Duan Xiaoyan quase quebrou as pernas de tanto andar.

Lu Tong não voltou direto à clínica. Em vez disso, vagou pelo mercado. Duan Xiaoyan suspeitou que ela estivesse prestes a encontrar alguém em segredo, então a vigiou de perto.

Quando Lu Tong e Yin Zheng assistiram aos artistas de rua, ele arregalou os olhos, atento a cada detalhe.

Quando elas assistiram aos acrobatas, ele prendeu a respiração, concentrado.

Quando as duas se sentaram sob um toldo para assistir a uma peça, ele observava Lu Tong mais do que a própria encenação, tentando identificar algum sinal de conspiração.

Quando Lu Tong e Yin Zheng comeram bolinhos de peixe e arroz frito no restaurante do sul, ele se agachou num canto do outro lado da rua, os olhos fixos nelas.

Por fim, as duas foram até uma loja de miçangas.

Duan Xiaoyan não conseguia entender. Elas não compraram nada, por que ficaram tanto tempo lá? Não se sentem perdendo tempo?

Resumindo, depois de um dia inteiro de observação, Duan Xiaoyan sentia que seus olhos estavam prestes a cair, mas nada aconteceu com Lu Tong. Parecia que estavam apenas passeando pelo bairro.

Será que todas as garotas tinham tanto vigor físico quando iam às compras? De todo modo, até onde ele pôde ver, Lu Tong e Yin Zheng não estavam cansadas nem um pouco.

O mercado estava lotado. Se ele não fosse um guarda da Guarda Imperial, mas uma pessoa comum, não teria conseguido segui-las por mais de duas horas. Com certeza teria se perdido na multidão.

Duan Xiaoyan achava que tinha feito um trabalho impecável. Seguiu Lu Tong até a clínica e estava prestes a ir embora quando viu que nada havia ocorrido. No entanto, ao vê-la mexendo no pote preto na cozinha, sua curiosidade falou mais alto. Assim, invadiu o local depois que Lu Tong saiu.

Enquanto pensava nisso, uma brisa do lado de fora do pátio o fez arrepiar até a espinha. Duan Xiaoyan voltou à realidade e olhou para Lu Tong.

— … Você sabia o tempo todo?

Lu Tong não respondeu.

Durante os anos em que esteve no Pico Luomei, passou a maior parte do tempo sozinha. Uma garotinha nos seus primeiros anos da adolescência não era tão corajosa quanto ela é agora.

Tinha medo de feras, cobras, insetos, ratos e formigas. Tinha medo de desastres naturais repentinos e de pessoas más com más intenções.

Às vezes, ao acordar pela manhã, não havia ninguém na montanha. Sentia-se sozinha e assustada, como se fosse a única pessoa restante no mundo. Escondia pó venenoso e tesouras no corpo, pronta para lutar por sua vida caso o perigo surgisse de repente.

Talvez quem vivesse por muito tempo com medo desenvolvesse um instinto aguçado para o perigo. Ou talvez Duan Xiaoyan fosse inexperiente demais em seguir os outros e tivesse um olhar intenso demais para passar despercebido. Era impossível não notá-lo.

Ela percebeu quase de imediato que estava sendo observada.

Lu Tong olhou para o cotovelo de Duan Xiaoyan.

O antebraço do rapaz pingava sangue. Duas marcas de presas estavam nitidamente visíveis no meio da vermelhidão borrada.

Mordida de cobra.

Ela já havia sentido que estava sendo seguida no mercado. Alguém a observava de perto, sem se afastar nem por um instante. Mas não fez nada — como se estivesse esperando alguma coisa.

Já que ele não fez nada… Ela mudou de ideia.

Lu Tong se abaixou e pegou o corpo mole e longo que jazia em frente à porta, sob o olhar surpreso do jovem.

A cobra estava morta. Seu corpo negro se enrolava na manga de seda amarelo-claro de Lu Tong, como uma corda escura envolvendo uma flor fresca. Fria e rígida.

Duan Xiaoyan olhou para aquilo e sentiu que seu braço inchado e mordido começava a doer de novo.

Lu Tong acariciou a cabeça áspera da cobra e disse em voz baixa:

— Essa é chamada Mamba Negra. Demorei bastante para encontrá-la. Peguei hoje de manhã. Não esperava que o Jovem Mestre Duan fosse encontrá-la.

Ela olhou para o ferimento no antebraço de Duan Xiaoyan e pareceu hesitar antes de dizer algo.

O olhar dela deixou Duan Xiaoyan arrepiado. Ele não resistiu e perguntou:

— O que é uma Mamba Negra?

— Jovem Mestre Duan, não sabe?

— A Mamba Negra é um tipo de cobra venenosa. Quem for mordido por ela, morre em sete passos.

O ambiente silenciou de imediato.

Passado um momento, Duan Xiaoyan gaguejou, o rosto pálido:

— V-você está brincando, né? Doutora Lu, por favor, não brinque comigo assim.

Lu Tong soltou uma risadinha.

— Jovem Mestre Duan, por que tanto medo? Não existe cobra no mundo que mate em sete passos.

Duan Xiaoyan suspirou de alívio ao ouvir isso. Já estava prestes a sorrir quando a pessoa à sua frente completou:

— Duas horas.

Ele ficou confuso.

— O quê?

Lu Tong o encarou. O sorriso em seu rosto sumiu, e sua voz soou calma:

— Duas horas a partir do momento do envenenamento.

Ela disse:

— Se você não tomar o antídoto em duas horas, nem o Rei dos Infernos poderá salvá-lo.

A brisa noturna era fria e límpida. Debaixo do beiral, um cachorro preto deitava-se no pátio, sua figura fundindo-se com a escuridão da noite.

Quando Pei Yunhuan retornou à mansão do Comandante, já era quase meia-noite.

Os vasos do departamento estavam cheios de flores de osmanthus recém-colhidas. Todo o salão exalava seu perfume. No dia seguinte seria o décimo quinto dia do mês. O departamento teria folga, e muitos Guardas Imperiais já haviam partido.

Ele havia ido ao palácio logo cedo naquela manhã. O caso do cadáver masculino encontrado na Montanha Wangchun não era tão importante assim. Mas como estava ligado ao escândalo do Ministério dos Ritos, naturalmente havia gente com más intenções tentando tirar proveito.

Deixando de lado a relação delicada entre os três ministérios, o Ministério da Guerra não perderia uma chance tão boa. Felizmente, o Imperador estava ocupado demais para lidar com os assuntos do Ministério de Assuntos Imperiais, então o assunto pôde ser considerado encerrado.

Pei Yunhuan sentou-se no quarto e pegou o bule de chá sobre a mesa para servir-se de uma xícara.

O chá estava morno e amargo. Ele tomou dois goles e, como não ouviu o barulho habitual dos últimos dias, perguntou ao guarda imperial Qing Feng:

— Duan Xiaoyan não está aqui?

Qing Feng respondeu:

— Respondendo ao Mestre, Duan Xiaoyan saiu logo pela manhã e disse que ia dar uma volta pelo mercado.

Pei Yunhuan pousou a xícara de chá.

Um momento depois, perguntou:

— A que horas ele saiu?

— Por volta das nove da manhã.

Pei Yunhuan franziu levemente a testa.

Duan Xiaoyan havia saído por volta das nove da manhã, e agora já era quase meia-noite.

Já se passavam mais de doze horas completas. Amanhã seria o décimo quinto dia do mês e os guardas teriam folga. Era preciso voltar para fazer a chamada, mas não havia sinal dele até agora.

Qing Feng percebeu a situação e perguntou:

— O Mestre acha que tem algo errado?

Pei Yunhuan refletiu por um instante e perguntou:

— O que ele disse antes de sair?

Qing Feng balançou a cabeça:

— Nada. Só parecia estar desanimado, provavelmente por causa do caso do cadáver masculino na Montanha Wangchun.

Montanha Wangchun...

Os olhos de Pei Yunhuan se estreitaram ao pensar em algo.

Do lado de fora da janela, a noite caía. A brisa fresca agitava as árvores de guarda-chuva no pátio.

De repente, ele se levantou, pegou a espada prateada sobre a mesa e saiu a passos largos pela porta.

A noite escurecia cada vez mais.

No matagal do pequeno pátio, alguns pássaros piavam. Os vaga-lumes que Ah-Cheng pendurara sob o beiral já haviam se apagado. Apenas os sinos de vento prateados giravam ao vento.

A lanterna fria tremulava na brisa da noite, como se fosse se apagar a qualquer instante. A luz manchada caía sobre o rosto da garota sentada à mesa, tornando seus traços delicados ainda mais suaves.

O jovem permanecia imóvel no chão, o corpo rígido, olhando para a garota que calmamente moía ervas na mesa.

Ela parecia não ver problema algum naquilo. Depois de lhe contar que havia sido envenenado, simplesmente sentou-se à mesa e começou a lidar com as ervas secas sobre a bandeja de bambu, como se nada tivesse acontecido — cumprindo suas tarefas de rotina.

Ela não se importava nem um pouco com sua vida.

Duan Xiaoyan cerrou os dentes e ameaçou:

— Doutora Lu, eu sou da Guarda Imperial. Está tentando matar um guarda imperial?

— Conspirar contra um guarda pessoal do Imperador?

Ela pareceu ouvir algo engraçado e, ao invés de se irritar, riu. Lançou-lhe um olhar carregado de significado e disse:

— O Jovem Mestre Duan invadiu a casa de outra pessoa no meio da noite, sem motivo, e ainda é suspeito de furto. No entanto, foi acidentalmente mordido pela cobra venenosa que eu criei para fazer remédio.

— Você entrou sem ser convidado na clínica, abriu o pote sem permissão. O ladrão abriu o pote de cobras venenosas e perdeu a vida. Se isso se espalhar, vão dizer que a justiça foi feita. Como pode me culpar? Como ousa usar a palavra “assassinato”?

Seu olhar era calmo, mas o tom carregava certo sarcasmo.

— Todos da Guarda Imperial são tão irracionais assim?

Duan Xiaoyan ficou sem palavras.

Para ser justo, Lu Tong tinha razão.

Foi ele quem seguiu Lu Tong às escondidas e entrou no Salão Médico Renxin à noite. Ficou curioso ao vê-la parada diante da mesa por tanto tempo. Por isso, resolveu mexer no pote de porcelana com a cobra.

Mas… aquilo era um pote de cobras! Por que ela ficou tanto tempo ali na frente, observando com tanto cuidado? Aquilo fazia a mente imaginar mil coisas.

O corpo de Duan Xiaoyan estremeceu, como se tivesse pensado em algo.

Ele ergueu a cabeça e olhou para Lu Tong, incrédulo.

— Você me induziu a tocar no pote de propósito?

Se ela não tivesse ficado parada diante da mesa agindo de forma tão suspeita, ele nunca teria ido até lá remexer a cesta de bambu.

Ela o atraiu propositalmente!

Lu Tong sorriu levemente e disse:

— Jovem Mestre Duan, vai me caluniar novamente sem provas?

O rapaz não conseguiu conter a raiva e resmungou com desdém:

— Clínicas e farmácias existem para salvar vidas e curar doenças. Como podem esconder algo venenoso em segredo? Mesmo que você não tenha me atraído de propósito, com certeza tem intenções malignas. Está esperando o momento certo para usar essa cobra venenosa contra alguém!

Como um veneno tão perigoso podia ser guardado num pote comum, sem sequer uma etiqueta de alerta? Era suspeito demais, de qualquer ângulo.

Lu Tong parou de socar o pilão. Olhou para o pote de madeira diante de si e suspirou, com certo pesar:

— A natureza das cobras é recuar, o que as torna ótimas para extrair venenos. Comprei aquela Mamba Negra exatamente para isso. É muito rara e difícil de encontrar. Paguei dois taéis de prata por ela.

— Pedi para alguém procurar durante dias e, quando finalmente consegui uma, você a matou sem motivo. Foi um mês inteiro de dinheiro jogado fora.

Duan Xiaoyan quase cuspiu sangue ao ouvir isso.

Ele estava à beira da morte, mas tudo o que ela conseguia pensar eram nos dois taéis de prata que havia perdido. Será que ela se importava com a vida de alguém?

Lu Tong o encarou e, lentamente, moveu os olhos para o ferimento no braço do jovem.

— Jovem Mestre Duan, não se irrite. Embora o veneno da Mamba Negra não mate em sete passos, ele é muito sensível a flutuações de sangue e qi. Cada vez que você se exalta e dá um passo a mais, o veneno se espalha ainda mais. Portanto, não se mova precipitadamente.

Duan Xiaoyan congelou.

Não era justamente por medo do veneno que ele ainda estava sentado ali, sem ousar se mexer?

Se não fosse por isso, com suas habilidades, já teria forçado Lu Tong a entregar o antídoto.

O jovem olhou para a garota à sua frente.

Lu Tong estava sentada à mesa da cozinha. Segurava o pilão com uma mão e moía o remédio com a outra. A barra do vestido claro lembrava uma flor desabrochando sob a luz. As sobrancelhas e os olhos da jovem eram delicados, e seus cabelos pareciam nuvens. Ela parecia uma fada do palácio lunar.

As palavras de Pei Yunhuan voltaram à sua mente.

“Ela é louca. Fique longe dela. Caso contrário, não poderei salvá-lo se algo acontecer.”

Será que ela era mesmo louca?

Se alguém dissesse isso para Duan Xiaoyan no passado, ele riria. Jamais acreditaria que Lu Tong tivesse intenções malignas ou que fosse capaz de matar alguém.

Mas agora... ele não tinha tanta certeza.

Lu Tong se recusava a lhe dar o antídoto. Parecia que ficaria satisfeita em vê-lo morrer.

Era tarde demais para se arrepender. Ele deveria ter escutado Pei Yunhuan e se mantido longe de Lu Tong. Não deveria tê-la seguido por impulso.

Duan Xiaoyan se acalmou e decidiu mudar de estratégia.

— Doutora Lu, não temos nenhum rancor entre nós. Por que precisamos lutar até a morte? Eu estava errado hoje. Me dê o antídoto e podemos conversar.

Enquanto falava, olhou em volta. Havia saído com pressa naquele dia e não trouxera uma tocha de sinalização. Pei Yunhuan já devia ter voltado para a mansão do Comandante. Será que ele já percebeu que Duan Xiaoyan estava sendo mantido em cativeiro?

Enquanto pensava nisso, Lu Tong falou:

— Está esperando alguém? Seu Mestre Pei?

Duan Xiaoyan se surpreendeu.

Lu Tong parou. Olhou para ele com seus olhos límpidos, como se já tivesse lido sua mente.

— Jovem Mestre Duan, vamos fazer uma aposta?

— Que aposta?

— Vamos apostar que seu Mestre Pei pode encontrar você.

Duan Xiaoyan ficou pasmo.

— O quê?

Lu Tong massageou o pulso dolorido.

— Já faz uma hora desde que foi mordido. Você ainda tem uma hora.

— Se esse seu Mestre Pei conseguir encontrar este lugar em uma hora, talvez você ainda sobreviva.

— Jovem Mestre Duan, quer apostar?

Duan Xiaoyan tremeu da cabeça aos pés.

Quando ela disse aquilo, seu tom era indiferente e até um sorriso pairava em seus lábios. Duan Xiaoyan teve uma sensação estranha, como se ela estivesse tratando a vida humana como um jogo. Como se ele fosse um cordeiro indefeso prestes a ser abatido, e ela a carniceira com o poder de decidir vida e morte — observando com desprezo sua presa debatendo-se.

Um lampejo de luz caiu sobre a mesa. O pátio estava frio e sombrio.

Nesse silêncio mortal, uma voz de repente ecoou:

— Então você pode perder essa aposta.

Lu Tong ergueu os olhos.

A cortina ao longe foi erguida e uma figura entrou pelo pátio. O rosto bonito do jovem parecia ainda mais nítido à luz da lua. À medida que se aproximava, parecia exalar uma leve fragrância de orquídea e almíscar.

Ele parou diante da porta da cozinha. Vestia um manto de brocado vermelho-escuro com padrões intricados. A espada prateada em sua cintura brilhava com uma luz fria.

Pei Yunhuan lançou um olhar para Duan Xiaoyan, caído no chão, e sorriu.

— Doutora Lu.

Ele encarou Lu Tong com indiferença.

— Achei que, ao menos, deveria me avisar antes de prender um dos meus.


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