Gu Nan: "..."
Com um toque no dedo, ele cortou a conexão entre seu celular e a grande tela de projeção.
De repente, um coro de lamentações irrompeu no estúdio.
—!!!
— Não, chefe!
— Mostra sua irmã de novo! A Nuan Nuan do vídeo é ainda mais linda do que nas fotos!
— Chefe, deixa a gente só assistir, sem falar, não vai embora!
Gu Nan recusou impiedosamente, e o grupo lamentou enquanto ele saía do estúdio com o celular na mão.
Quando chegou à porta, eles ainda puderam ouvir vagamente a voz doce de Nuan Nuan falando.
— O que aconteceu com o irmão mais velho?
Aquela voz era mais natural e suave do que qualquer dublagem de garotinha que eles já tinham ouvido. Que pena que uma irmã tão boa não era deles.
— Um bando de malucos — Gu Nan comentou levemente, olhando para o rostinho delicado e obediente na tela. Sentiu o coração se amolecer e perguntou com voz suave o que ela estava fazendo.
Nuan Nuan conversou por vídeo com o irmão por um bom tempo. Embora ele falasse pouco, a boquinha tagarela dela soava incrivelmente doce.
— Irmão, a Nuan Nuan comeu bolo de osmanthus hoje. Era branquinho como a neve, com mel perfumado por cima. Era doce e macio. Também fiz um amigo. Ele é um irmão bonito...
O canto da boca de Gu Nan se curvou levemente. Achou que o bolo de osmanthus com certeza não era tão doce quanto sua irmã.
Só que... aquele amigo...
Gu Nan semicerrrou os olhos e perguntou com clareza. Ao saber que se tratava de Su Ran, da família Su, sentiu-se um pouco aliviado. Embora não o conhecesse pessoalmente, já ouvira falar do herdeiro que o Sr. Su educava pessoalmente.
A garotinha começou a resmungar, deu um bocejo e parecia com sono, mas estava relutante em desligar o telefone.
Então o som foi ficando cada vez mais baixo, até que o celular caiu repentinamente na cama, e Gu Nan só pôde ouvir o leve murmúrio de Nuan Nuan no final.
Gu Nan franziu a testa, se perguntando se o cobertor dela estava bem colocado.
Justo quando pensava em acordá-la, a porta do quarto de Nuan Nuan se abriu.
Vestindo uma camisa e uma calça social curta, Bai Mohua entrou bocejando. Ainda havia tinta entre seus dedos finos e brancos, e seu cabelo macio estava um pouco bagunçado.
— Nuan Nuan?
Bai Mohua foi até a cama e lançou um olhar à garotinha de pijama deitada.
— Já dormiu.
Com cuidado, ele a pegou nos braços e a colocou debaixo do cobertor. Quando viu o celular sobre o edredom, pegou-o — e deu de cara com a expressão séria de Gu Nan.
— AAAH!!!
Com um grito, ele lançou o telefone longe. Seus dedos congelaram e seus olhos de gato se arregalaram, obviamente assustado.
— Não tá certo...
Aquele homem parecia familiar...
— Irmão Gu Nan!
Com outro grito, Bai Mohua subiu na cama de quatro, pegou o celular e se ajoelhou, pedindo desculpas sem parar.
— Me desculpa, irmão Gu Nan! Eu achei que fosse um fantasma quando te vi de repente! Ah! Não... eu não quis dizer que você é um fantasma! Eu quis dizer que você parecia um fantasma, mas não é...
Ele tentou se explicar de forma atrapalhada até que Gu Nan o interrompeu:
— Cala a boca.
Bai Mohua ficou obediente na hora, abaixando a cabeça e os ombros, sem dizer mais nada, só encarando a pessoa no celular.
— Não incomoda a Nuan Nuan.
Bai Mohua fez um gesto de fechar a boca com zíper para mostrar que entendeu.
— Cobre ela direito, pra não pegar frio. Vê a temperatura do quarto. Não deixa nem muito quente nem muito frio.
— Cobre e sai.
Bai Mohua obedeceu item por item, e por fim ajeitou cuidadosamente o edredom sobre a Nuan Nuan, que dormia profundamente, e saiu do quarto.
Gu Nan: — ...deixa o celular.
Bai Mohua correu de volta e colocou o celular na mesinha de cabeceira antes de sair apressado.
Assim que saiu do quarto, deu um tapa na própria testa.
— Peraí! Esse quarto é meu!
E o irmão Gu Nan falou tanto hoje... Deu tantas instruções detalhadas... Meu Deus! Era mesmo o irmão Gu Nan?
Voltando ao quarto, Bai Mohua bocejou, subiu na cama, se enfiou debaixo do cobertor e adormeceu confortavelmente, como se estivesse abraçando um aquecedor.
"Minha priminha é tão quentinha, hehe..."
Na manhã seguinte, quando acordou, Bai Mohua levou Nuan Nuan animadamente ao seu ateliê. No cavalete no centro da sala, o papel de desenho que antes estava em branco agora já tinha linhas claramente traçadas.
O cômodo era bem aquecido, e o jovem limpo e de aparência fresca usava um suéter e calça branca curta, segurando a mão da garotinha enquanto corria com ela animado, como uma criança mostrando seu brinquedo favorito.
— Olha só, Nuan Nuan! Essa é a composição que eu pensei ontem à noite. Quando eu terminar, vou te dar de presente, tá bom?
Dentro da cena, alguns bichinhos estavam sendo alimentados.
Duas mãos bonitas, uma à esquerda e outra à direita, seguravam bolinhos brancos e apetitosos — um deles já com uma mordida. A garotinha sentada no banquinho, com o rostinho apoiado nas mãos, bochechas redondas, comia com uma expressão de pura felicidade.
As duas pessoas alimentando estavam desenhadas de forma suavizada, transmitindo uma sensação nebulosa, sem rostos claramente visíveis, mas com traços jovens perceptíveis. Somente a garotinha no centro era bem nítida — mesmo assim, o quadro ainda estava inacabado.
— Está lindo! O segundo primo é incrível!
Elogiado pela voz suave e sincera da priminha, Bai Mohua ficou completamente satisfeito — ainda mais do que quando recebia prêmios por seus quadros.
Coçou a cabeça, as orelhas brancas foram ficando vermelhas... Ele estava até com vergonha.
— Espera só, vou terminar rapidinho.
Dito isso, sentou-se e voltou a pintar. Nuan Nuan, muito obediente, ficou sentadinha no banquinho ao lado, sem fazer barulho, abraçando o gatinho Laranja que miava a seus pés. Seus olhos límpidos e redondos observavam atentamente o primo pintar.
As pessoas costumam ficar muito concentradas quando fazem algo que amam, e Bai Mohua não era exceção. Assim que começou a desenhar, parecia outra pessoa — a infantilidade sumia, dando lugar à firmeza e foco.
Parecia que, para ele, não era só pintura: ele estava colocando a alma naquele quadro.
Pintar era algo entediante — uma boa obra podia levar horas, até dias para ficar pronta. Nesse tempo todo, o artista precisava ficar sentado, imerso em seus pensamentos. Cada detalhe, cada cor era cuidadosamente pensado.
Uma hora se passou silenciosamente, e Nuan Nuan viu com os próprios olhos o desenho se tornar mais vívido e cheio de detalhes sob as mãos do primo. A garotinha ficou cada vez mais impressionada e admirada com o segundo primo.
"O segundo primo tem uma câmera na cabeça? Ele desenhou até a textura dos pelinhos do vestido!"
"As mãos do segundo primo são realmente mágicas..."
— Nuan Nuan.
Alguém a chamou. Nuan Nuan virou a cabeça e viu a mãe parada na entrada do corredor.
A garotinha correu até ela com o gatinho laranja dormindo nos braços.
— Mamãe.
A Sra. Gu sorriu e acariciou sua cabeça. A garotinha delicada e bonita inclinou levemente a cabeça, roçando-a de leve na palma da mãe com carinho, como um gatinho fofo.
— Seu amiguinho veio te procurar.
Os lindos olhos grandes de Nuan Nuan se arregalaram, confusos.
"Amiguinho?"
— Ele trouxe também um cachorrão preto com ele.
Na hora, Nuan Nuan se lembrou de quem era, e sorriu docemente, os olhos se curvando.
— O irmão Su Ran chegou.
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