Capítulo 66


 — Ahhhh, Shen Jin, você ousa me bater! — gritou Shen Zi, descontrolada, incapaz de manter qualquer traço de compostura. Anping protegeu Shen Jin, colocando-se a seu lado e ajudando-a a sentar-se novamente na cadeira.

Shen Jin olhou para Shen Zi e perguntou com tranquilidade:

— Por que não ousaria? Já não acabei de fazer isso?

— Shen Jin, sua... — Shen Zi parecia à beira da loucura. — Você só se casou com o marquês de Yongning graças a isso! Quando vivíamos no Palácio Real de Rui, você não passava de um cão atrás de mim!

A Princesa Rui franziu o cenho e interveio com frieza:

— Shen Zi, está querendo que eu mande uma criada do Palácio ensinar-lhe boas maneiras aí na Mansão Zheng?

O corpo de Shen Zi enrijeceu na hora. Shen Jin, por outro lado, permanecia serena, sem o menor vestígio de raiva.

— Pois bem, digamos que me casei com Yongningbo graças a isso. E daí? Segunda irmã, você está mesmo confusa? Somos ambas filhas do Rei, e nossas mães eram concubinas. Onde está, então, a diferença entre alta e baixa posição?

— O que a jovem Jin disse está certo — afirmou a Princesa Rui. — Se realmente fosse para fazer distinções, a jovem Jin foi criada ao meu lado.

A Princesa Rui sempre cultivou sua autoridade com discrição e constância. Shen Zi tinha coragem de falar daquela forma com Shen Jin, mas jamais ousaria fazer o mesmo com a Princesa Rui. Shen Jin, sentada ao lado da Princesa, disse com suavidade:

— Mãe, não se aborreça. A segunda irmã costumava portar-se bem quando ainda vivia na mansão. Como foi que, em tão pouco tempo de casamento com a família Zheng, se tornou assim?

Ao final, Shen Jin parecia tomada pela dúvida.

— Além disso, as regras e etiquetas da segunda irmã foram ensinadas por nossa avó materna no palácio. A senhora, mãe, até pediu especialmente à imperatriz viúva que a instruísse. Como pode...?

A Princesa Rui disse com um leve suspiro:

— A laranja plantada ao sul do rio Huai é laranja; plantada ao norte, torna-se tangerina. Apenas isso[1].

Com esse breve diálogo, as duas removeram qualquer responsabilidade do Palácio Real. Com o respaldo da Imperatriz Viúva, ninguém ousaria afirmar que a educação das moças do Palácio Rui fosse deficiente. O problema evidente era o ambiente da família Zheng. A senhora Zheng, com sangue na boca, não ousava abrir a boca para argumentar, temendo tornar-se ainda mais humilhada. Ao ouvir o que diziam a Princesa Rui e Shen Jin, não conteve o sangue e cuspiu junto com dois dentes. A maior virtude de uma família letrada como os Zheng era justamente a etiqueta e os bons costumes. E agora, até isso lhes fora arrancado publicamente.

— Embora a Segunda Moça tenha se casado, ainda assim saiu da minha casa. Não posso simplesmente ignorar — declarou a Princesa Rui com frieza. — Vinte palmadas.

E então se voltou para a Princesa Ruyang:

— Vou precisar pedir emprestado o seu régua de castigo.

A Princesa Ruyang, que já estava furiosa com a incompetência de Shen Zi, não hesitou em cooperar.

— Deixo aos seus cuidados, tia. Alguém, tragam a régua!

Shen Zi começou a balançar a cabeça desesperadamente:

— Mãe! A senhora não pode fazer isso comigo! — gritou. — Se eu for castigada com a régua aqui, na mansão da Princesa Ruyang, ninguém mais ousará me receber em casa alguma! E a família Zheng... — Ao lembrar-se da senhora Zheng, sentiu um calafrio no peito. — Não podem fazer isso! Eu vou procurar o pai! Ele não permitirá!

Tola. O olhar da Princesa Ruyang sobre Shen Zi era gélido. O Rei Rui sequer estava presente naquele momento — e mesmo que estivesse, por honra e reputação, não a protegeria.

Logo uma criada trouxe a régua. A Princesa Rui disse:

— Cuixi, é com você.

— Sim, alteza — respondeu Cuixi, tomando a régua com ambas as mãos. Aproximou-se de Shen Zi e disse respeitosamente: — Segunda princesa, perdoe esta criada.

— Não... Você não se atreva! Eu... eu vou matar você! — a voz de Shen Zi era um misto de histeria e pânico.

An Ning segurou a mão direita de Shen Zi. Ela tentou resistir, cerrando os punhos com força, mas An Ning pressionou um ponto em sua mão e, com a dor, Shen Zi foi obrigada a soltá-la. Cuixi então ergueu a régua e desferiu o golpe.

— Aaaaah! — o grito de Shen Zi foi agudo e lancinante.

Como já havia ocorrido uma confusão anteriormente, muitos convidados que apreciavam as ameixeiras vieram ver o que acontecia. O grito de Shen Zi atraiu ainda mais olhares. Provavelmente, até quem estava fora do pátio ouviu. Ao ver a cena, todos permaneceram em silêncio absoluto.

A Princesa Rui se voltou para a senhora Zheng:

— Eu castiguei Shen Zi, mas me pergunto... Como é que minha filha, que antes era tão distinta, se tornou assim ao ir para a casa dos Zheng?

A família Zheng tinha fama, mas nenhum poder real. Ainda que alguém quisesse defendê-los, naquele momento ninguém se atreveria. No máximo, pensariam em como era azarado casar-se com uma nora como Shen Zi.

— Vinte palmadas — disse a Princesa Rui. — Espero que, da próxima vez que a vir, ela se comporte como uma jovem decente.

A senhora Zheng estava coberta com o sangue que vomitara, dois dentes caídos no chão, as bochechas inchadas e o cabelo desgrenhado. Sua aparência era de extremo constrangimento. Mas nenhuma das madames presentes demonstrou compaixão. A ordem vinha da Princesa Rui, e a própria Princesa Ruyang reforçara que todos deveriam obedecer.

Assim, outra criada desferiu um tapa seco no rosto da senhora Zheng.

Shen Zi, de pé fora do pavilhão, assistia a tudo, mas sua mente estava longe. Pensava: Se Yongningbo estivesse aqui, teria permitido que tudo isso acontecesse? Mas ao olhar para a Princesa Ruyang, que assistia à cena como a um espetáculo, e ver também as Princesas Zhaoyang e Chenyang ao lado, compreendeu que nenhuma delas escaparia ilesa.

Após a punição de Shen Zi e da senhora Zheng, a Princesa Rui levantou-se:

— Hoje, quem estragou a ocasião em Ruyang não fui eu. Outro dia, convido Ruyang ao meu palácio, e oferecerei um banquete como se deve.

— A falha foi minha por não ter recebido melhor — respondeu a Princesa Ruyang.

A Princesa Rui sorriu levemente, seus olhos pousando uma última vez sobre a senhora Zheng e Shen Zi:

— Agradeço a gentileza. Agora parto com minhas filhas, para não estragar o passeio dos demais.

Shen Qi e Shen Jin acompanharam a Princesa Rui. A Princesa Ruyang, por mais irritada que estivesse por dentro, manteve o sorriso e escoltou pessoalmente a tia e as sobrinhas até a saída.

De volta ao Palácio Real de Rui, a Princesa Rui pediu que Shen Qi e Shen Jin fossem descansar, enquanto ela mesma iria relatar tudo ao Rei Rui.

No pátio, Concubina Chen e a velha serva Zhao esperavam ansiosas por Shen Jin. Ao vê-la chegar ilesa, respiraram aliviadas.

— Vou ver na cozinha se os bolinhos doces de açúcar que a senhora gosta estão prontos — disse a senhora Zhao. — Se estiverem, trago para a senhora comer algo. Tem algo que deseje para o almoço?

— Quero comer macarrão — disse Shen Jin. — Com carne bovina.

— Sim, senhora! — respondeu animada a serva, indo logo se ocupar.

Shen Jin olhou para Anping e An Ning:

— Vocês também se cansaram hoje. Vão descansar um pouco.

As duas se retiraram. Chen Fangfei trouxe uma tigela de sopa de tâmaras vermelhas e a entregou a Shen Jin:

— Aconteceu alguma coisa?

— Nada de mais — respondeu Shen Jin após pensar um pouco. Tomou dois goles da sopa quente. — Só a mãe que fez a senhora Zheng cuspir os dentes e bateu na Shen Zi com uma régua.

Na boca de Shen Jin, não importava o que acontecesse, sempre parecia algo trivial — assim como quando todos estavam preocupados com o desaparecimento de Yong Ningbo, apenas ela acreditava que ele voltaria são e salvo. Afinal, ele havia prometido.

Consorte Chen franziu a testa e perguntou:

— O que houve, afinal?

— É meio complicado de explicar — disse Shen Jin, tomando um gole da sopa de tâmaras vermelhas. — Shen Zi chorou dizendo que estava sendo maltratada na Mansão Zheng. A mãe concubina mandou chamar a Sra. Zheng, e lhe deu vinte bofetadas para lhe ensinar boas maneiras, como você ensinava. Depois, Shen Zi disse algumas coisas desagradáveis. A mãe concubina disse que ela havia se tornado indisciplinada depois de se casar com os Zheng, então mandou segurarem as mãos dela e... mais vinte bofetadas na Sra. Zheng.

Consorte Chen prendeu a respiração. Shen Jin a olhou e disse:

— Se estiver curiosa, espere a Anping voltar. Pode pedir que ela conte os detalhes.

— Hm. — Consorte Chen assentiu. — Está com fome? Quer mais bolinhos?

Shen Jin pensou um pouco e respondeu com um aceno:

— Estou com um pouco de sono... e um pouco de fome também.

— Espere o almoço antes de dormir. — Chen Fangfei estendeu a mão e tocou a dela, aliviada ao sentir que ainda estava quente.

Shen Jin assentiu.

Na Mansão Minzhong, Xi Yunjing comentou:

— Agora que sua esposa está grávida, não devia ir a um lugar sombrio como o Campo da Lei (2).

Vestido com uniforme oficial, Chu Xiuming ajeitava as mangas e respondeu:

— Se eu não for, parecerá que a ordem não é minha. Além disso, esse tipo de lugar não é para minha esposa.

Xi Yunjing estendeu a mão, entregando o decreto imperial a Chu Xiuming.

Com os olhos semicerrados, ele o segurou e disse:

— Espere por mim no barco.

— Está bem — respondeu Xi Yunjing com um bocejo. — Está quase acabando, afinal.

Chu Xiuming assentiu e saiu da casa. Ele passara muito tempo preparando aquilo — comunicando-se com antigos subordinados da família Chu, infiltrando-se nos quartéis, reunindo provas de crimes… passo a passo, tudo fora arquitetado para culminar naquele dia.

Naquele momento, o Campo da Lei já estava cheio. Muitos curiosos haviam sido contidos pelos soldados, mas ainda assim estavam agitados, entre excitação e incredulidade. Quando viram Chu Xiuming, os sussurros cessaram, e todos os olhares se voltaram para ele.

Chu Xiuming subiu à plataforma de madeira improvisada e declarou:

— Tragam os prisioneiros.

Os executores, todos soldados, obedeceram prontamente. Cinco homens foram escoltados até ali e forçados a se ajoelhar diante da multidão. No centro estava o Senhor Liang, os olhos injetados de sangue. Ao ver Chu Xiuming, parecia prestes a pular sobre ele para arrancar-lhe a carne com os dentes.

Com expressão severa e voz firme, Chu Xiuming abriu o decreto imperial e declarou:

— Sua Majestade ordenou que eu venha eliminar a corrupção deste povo.

Passou a declarar, um por um, os nomes e crimes dos cinco homens.

Ao final, apertou o decreto com força e bradou:

— Todos vocês eram funcionários do Império, confiados a proteger o povo. Mas em vez disso, traíram essa confiança. Assassinaram, pilharam, disfarçaram-se de defensores para massacrar inocentes.

Quando a última palavra caiu, o executor abaixou a lâmina com força. A cabeça do homem, que há poucos dias se gabava de sua autoridade, rolou ao chão, e jorros de sangue tingiram o ar.

— Céus...

— Papai... alguém finalmente vingou você...

Depois do primeiro clamor emocionado, ouviu-se um choro amargo. Até mesmo os rostos dos soldados se mostraram tocados.

Chu Xiuming ordenou que os corpos fossem arrastados e empilhados ao lado. Dez novos prisioneiros foram trazidos. Desta vez, ele permaneceu em silêncio — os homens ao seu lado anunciaram os nomes e crimes. Eram todos parentes de funcionários corruptos. Entre eles, Liang Yi gritou:

— Chu Xiuming, você é um ingrato!

— Liang Yi — começou Chu Xiuming —, no 19º ano de Yongqi (3), você traiu a confiança da Família Wang e matou trinta e sete membros. No 20º ano de Yongqi...

Seguiu listando os crimes do homem, mencionando como, em diversas ocasiões, Liang Yi ordenara chacinas inteiras por desavenças mínimas. Tratava vidas humanas como se fossem ervas daninhas.

— Matem-no — disse o oficial ao lado de Chu Xiuming.

O carrasco abaixou a lâmina mais uma vez.

Esses funcionários eram todos ricos, cercados por esposas e concubinas, com incontáveis herdeiros. Todos os homens com mais de dez anos de idade haviam sido levados à execução. Quando esses homens tombaram, um novo grupo de executores tomou o lugar, e a multidão, longe de se cansar, aplaudia e gritava o nome de Yong Ningbo.

Os novos prisioneiros claramente eram generais, cúmplices do Senhor Liang. Haviam enganado seus superiores e cometido crimes hediondos. Muitos gritavam por justiça. Chu Xiuming, impassível, declarou:

— Minha família Chu tem méritos militares desde gerações. Eu, Chu Xiuming, juro perante os céus: todos que executei hoje mereciam morrer. Onde minha lâmina cair, será sempre para proteger inocentes. Nunca banharei a espada com o sangue do povo do Império Tianqi. Vocês têm a mesma coragem?

Ele semicerrava os olhos, escondendo o desapontamento. Continuou:

— Também espero que eu esteja errado. Que sejam inocentes, como dizem agora. Mas e quanto ao povo inocente que foi massacrado? Não mereciam mais ainda serem poupados? Matem-nos.

Os corpos foram se acumulando. Com o tempo, os rostos se tornavam familiares. Alguns espectadores se entreolhavam, confusos, enquanto outros, que conheciam a verdade, sentiam alívio.

— Matem! Matem esses lobos ingratos! — gritou um homem.

— O que houve? — perguntou alguém, em voz baixa.

O velho que chorava tinha o rosto cheio de lágrimas e rugas. Seu olhar revelava sofrimento e anos de dor.

— Essas bestas… foram eles que se aliaram aos piratas! Foram eles que mostraram os caminhos… minha neta se escondeu nas montanhas, e eles a encontraram. Ela se recusou a casar com um deles... então eles massacraram o vilarejo inteiro… demônios…

— Agora tudo faz sentido… Os vilarejos atacados pelos piratas eram todos ligados a esses malditos…

Muitas pessoas choravam, gritando por clemência. Algumas lágrimas eram sinceras, outras fingidas. Muitos crimes foram atribuídos àqueles homens — e, embora parte fosse exagerada, não se podia dizer que fossem inocentes. Haviam, de fato, cometido tais atrocidades.

— Eu fui forçado... Se eu não os guiasse, outro o faria… mas eles me matariam…

Chu Xiuming sentiu um desconforto profundo. Na verdade, ele vinha hesitando sobre se deveria ou não executar todos. Eles eram culpados, sim — mas o maior dos crimes recaía sobre os altos funcionários de Fujian Central. Ainda assim, com o ânimo do povo tão instável, era impossível deixá-los livres. Cada um ali tinha sangue nas mãos.

As acusações foram lidas em voz alta. Entre os prisioneiros, dezenas dos que colaboraram ativamente com os piratas foram decapitados em praça pública, como exemplo para o povo. Os demais foram levados à frente. Chu Xiuming não ordenou mais execuções. Apenas declarou, com voz firme:

— Estão perdoados da morte, mas a vida não os libertará. Partirei agora mesmo para combater os bandidos. Quem quiser, poderá me acompanhar. Aqueles que matarem dez inimigos serão perdoados de seus crimes. Aqueles que se recusarem serão exilados a mil léguas de distância, conforme as leis originais.

Dito isso, Chu Xiuming desviou o olhar e concluiu:

— Registrem seus nomes. Os que aceitarem, recebam armas e armaduras. Os demais, conduzam à prisão.

Sem mais uma palavra, partiu com sua comitiva.

A ação enérgica de Chu Xiuming naturalmente provocou indignação em alguns, mas em tempos de instabilidade, era impossível agradar a todos. O sangue derramado serviria de chamado à batalha. Se vencessem a guerra, o restante se resolveria.

O navio e as tropas estavam prontos. Chu Xiuming vestiu sua armadura prateada sobre o uniforme oficial e subiu à proa do navio. Ao seu lado, Xi Yunjing, também trajando armadura, comentou:

— Essa batalha precisa ser vencida.

— Hm. — assentiu Chu Xiuming. — Minzhong ficará sob seus cuidados.

Xi Yunjing suspirou aliviado e sorriu:

— Se meu avô me visse agora, certamente não me reconheceria.

— Já passou da hora de você se casar — disse Chu Xiuming.

Xi Yunjing levou a mão aos olhos, cobrindo-os:

— É… Não posso deixar que a linhagem da família Xi termine comigo. Mas… quantos ainda se lembram da Família Xi?

Com o coração apertado, Chu Xiuming respondeu:

— Nós lembramos. Muitos ainda se lembram.

Xi Yunjing respirou fundo:

— Então, quando voltar, peça à sua esposa que me ajude a procurar alguém.

Ao ouvir isso, Chu Xiuming pensou em Shen Jin e respondeu:

— Está bem.

Shen Xuan achava que levaria muito tempo para encontrar Chu Xiuming. Não esperava que, assim que chegasse à região central de Fujian, fosse abordado por alguém enviado por ele, aguardando no portão da cidade. Ainda assim, Shen Xuan acabou perdendo-o diversas vezes, sem conseguir encontrá-lo de imediato.

Mesmo assim, recebeu notícias de Chu Xiuming de uma só vez, e ainda lhe parecia difícil de acreditar. Ao ouvir o relatório de um dos guardas, Shen Xuan ficou boquiaberto. Sabia que seu cunhado era formidável — mas não imaginava que fosse tanto. E se todas aquelas notícias chegassem à capital?

— O general disse que não há problema — respondeu o guarda, que viera da cidade fronteiriça. — Todas as provas são sólidas. Ele levou as cabeças dos piratas, ergueu um jingguan (4), e mandou que um artista fizesse desenhos para apresentar ao imperador. É um feito grandioso. Ah, e trouxe também muito sal grosso no navio.

Mesmo sem entender tudo, Shen Xuan sabia que o imperador Cheng dificilmente ficaria satisfeito com esse "presente"... a menos que a cabeça de Chu Xiuming estivesse no topo desse jingguan. Sal grosso? Ele ficou confuso por um momento, até perceber para que aquilo serviria: para conservar os crânios.

Shen Xuan não ousou dizer isso em voz alta. Limitou-se a comentar:

— Tenho uma carta da esposa do general para ele.

— O general disse que, em no máximo dez dias — talvez em apenas cinco —, estará de volta. Pediu que Vossa Senhoria aguarde aqui com tranquilidade — respondeu o guarda. — E, se não estiver ocupado, pode nos ajudar a registrar os dados da população: número de famílias, quantas pessoas em cada uma, e uma estimativa das riquezas da região central de Fujian.

Ao notar a expressão de Shen Xuan, o guarda acrescentou:

— Isso foi o que o general ordenou.

Shen Xuan cerrou os dentes e resmungou:

— Meu cunhado realmente confia em mim...

O guarda sorriu:

— O general disse que está ansioso para voltar para casa, então deixou essa tarefa em suas mãos.

Apesar da expressão desgostosa, o coração de Shen Xuan se encheu de satisfação com a confiança demonstrada por Chu Xiuming. Nem mesmo a princesa Rui, sua mãe, o valorizava tanto. Talvez, afinal, Chu Xiuming tivesse reconhecido suas capacidades.

— Muito bem. Organize o grupo que trouxe comigo — ordenou Shen Xuan.

— Sim, senhor — respondeu o guarda prontamente.f


No navio de guerra, Xi Yunjing olhava para o mapa náutico e perguntou:

— Tem certeza de que está tudo bem deixar essas questões para o Príncipe Rui?

— En. — Chu Xiuming semicerrava os olhos enquanto apontava para alguns pontos no mapa e dizia, voltando-se para os generais presentes na sala: — Naquela hora, sigam por esta rota...

Quando terminou de explicar, os generais aceitaram as ordens e se retiraram. Xi Yunjing voltou a perguntar:

— Tem certeza de que não haverá problemas?

— Tudo aquilo foi tratado de forma adequada — respondeu Chu Xiuming. — A questão é que está vinculado ao nome do Príncipe Rui.

Xi Yunjing ponderou por um instante e assentiu.

— Faz sentido.

Ficou se perguntando, caso Shen Xuan, herdeiro do Príncipe Rui que atualmente estava em movimento, soubesse disso, será que acharia Chu Xiuming um homem de bom coração?

Chu Xiuming, no entanto, não tinha intenção de ocultar as notícias — chegou a entregar pessoalmente o memorial ao Imperador Cheng. Mas não o fez com urgência. Quando o memorial chegou às mãos do imperador, os acontecimentos em Minzhong já estavam decididos. Até mesmo o Jingguan já havia sido erguido, não muito longe do porto.

Shen Xuan havia emagrecido e estava mais pálido, mas sua popularidade entre o povo era boa. Para surpresa de todos, Shen Xuan demonstrou ter bastante talento com esses assuntos mundanos. Em poucos dias, conseguiu organizar tudo, poupando a Chu Xiuming diversas preocupações.

— Cunhado, você tem mesmo intenção de enviar esta pintura a Sua Majestade? — Shen Xuan perguntou, olhando para o desenho do Jingguan feito pelo pintor, com expressão visivelmente constrangida.

Chu Xiuming arqueou as sobrancelhas e devolveu-lhe o olhar:

— Naturalmente. Se não deixar que Sua Majestade tome ciência de um feito tão grandioso, temo que isso acabe sendo prejudicial.

Shen Xuan pensou por um momento e nada disse. Afinal, Chu Xiuming sempre agia com segurança.

— Certo. O que exatamente estava escrito na carta da minha irmã? — Depois que Chu Xiuming leu a carta, se ocupou ainda mais com as pessoas, e resolveu os assuntos referentes ao Japão em apenas três dias.

Ao ouvir o nome de Shen Jin, os olhos de Chu Xiuming suavizaram. Não disse nada, apenas ordenou:

— Sigam estas diretrizes para redistribuir os bens confiscados. Caso haja provas, devolvam-nos ao povo.

— Não vai comunicar Sua Majestade sobre isso? — perguntou Shen Xuan.

— Sua Majestade ordenou que eu tomasse as decisões conforme a necessidade — respondeu Chu Xiuming.

— Entendo — Shen Xuan suspirou. — Mas esses oficiais eram tão ávidos por riqueza que, mesmo distribuindo parte, ainda restará muito. Imagino que Sua Majestade ficará satisfeito.

Chu Xiuming permaneceu em silêncio. Shen Xuan pegou os documentos e se retirou. Xi Yunjing, que observava, comentou:

— Esse jovem ainda é muito ingênuo. Acha mesmo que vão abrir mão das coisas que têm em mãos?

— Ainda assim, é necessário devolver parte — disse Chu Xiuming. — Do saque tomado dos piratas, três partes serão divididas entre soldados e oficiais; duas partes ficam com você, e cinco serão enviadas para a cidade na fronteira.

Xi Yunjing assentiu. Afinal, Chu Xiuming não lhe pediu para cuidar de Minzhong à toa. Apesar de não possuir cargo oficial, ainda podia supervisionar o transporte de recursos e dos relatórios para a capital. O restante...

Chu Xiuming começou a falar em voz baixa, e Xi Yunjing anotava tudo.

— Pode deixar comigo.

Após discutirem por mais um tempo e garantirem que nada seria negligenciado, Xi Yunjing perguntou:

— A propósito, o que a cunhada escreveu para você?

Chu Xiuming o olhou sem responder. Xi Yunjing sustentou o olhar por alguns segundos antes de dar de ombros e dizer:

— Está bem, não sou tão curioso assim. É raro, mas logo eu também terei uma esposa, e alguém escreverá cartas para mim.

— En. — respondeu Chu Xiuming, apontando para a porta.

Xi Yunjing revirou os olhos discretamente antes de sair.

Quando ficou sozinho, Chu Xiuming recostou-se na cadeira, demonstrando certo cansaço. Massageou as têmporas. Na verdade, a carta de Shen Jin continha apenas uma frase e um desenho. Levou um tempo para reconhecer que o rabisco representava Xiao Budian[5]. Provavelmente, por estar ausente, o bichinho tinha engordado demais.

Ao recordar-se da caligrafia de Shen Jin, seus olhos suavizaram ainda mais. Ela havia escrito apenas oito palavras:

"Por que você ainda não voltou?"

Ao imaginar o semblante da pequena esposa enquanto escrevia isso, Chu Xiuming pousou a mão sobre o peito, onde carregava uma presilha de segurança talhada em jade morno, e murmurou:

— Em breve... eu voltarei em breve.

Desta vez, mesmo que o Imperador Cheng quisesse esconder as notícias vindas de Minzhong, já era tarde demais. A informação viera de baixo para cima, e muitos oficiais já tinham conhecimento. Naturalmente, o Palácio Real também foi informado. Shen Jin já estava com seis meses de gestação. O que mais esperava agora era sentir o movimento da criança em seu ventre. Quando isso aconteceu pela primeira vez, Shen Jin pensou que estava prestes a dar à luz e quase chorou de susto. Depois, achou graça da própria reação.

Deitada de lado na espreguiçadeira, sobre almofadas costuradas pela Mamãe Zhao e outras criadas, Shen Jin lia lentamente um livro militar.

Sempre que via a filha lendo livros de estratégia militar para a criança, Chen Bianfei achava graça. Principalmente porque, após ler por um tempo, Shen Jin ficava tonta e sonolenta, como se não entendesse bem o conteúdo.

— Quer que eu troque esse livro para você? — perguntou Chen Bianfei.

— Não — disse Shen Jin, bocejando. — Meu marido é general, muito poderoso. Nosso filho será ainda mais incrível que ele.

— E por quê? — Chen Bianfei perguntou, fingindo provocação.

Shen Jin sorriu com um ar de orgulho. Agora que estava sendo bem cuidada, sua pele estava rosada e farta, e as covinhas se tornaram ainda mais visíveis ao sorrir.

— Porque a mãe dele é muito inteligente!

Chen Bianfei riu:

— Só você mesma com essa travessura.

Mamãe Zhao chegou com uma tigela de creme de nozes e disse:

— A velha criada acha que a senhora tem razão.

Shen Jin assentiu, satisfeita:

— Mamãe ainda me ama.

Ao lembrar-se de que Chu Xiuming ainda não havia retornado, Chen Bianfei suspirou levemente, mas nada demonstrou. Apenas disse:

— Quando Bo Yongning voltar, você não poderá ser tão travessa assim.

Shen Jin encheu as bochechas e murmurou:

— Meu marido não acha isso...

Depois sussurrou baixinho:

— Se ele não voltar logo, não vou mais falar com ele.

— Vamos ignorar o general quando ele voltar — disse Mamãe Zhao com um sorriso.

Shen Jin abraçou a barriga e caiu na risada.

— De jeito nenhum! Aposto que Mamãe Zhao vai dizer que meu marido emagreceu e que precisa preparar uma boa refeição pra ele.

Apontou então para Xiao Budian, o cachorro que o filho de Yongle Hou havia comprado, e disse:

— Quando meu marido voltar, é o Xiao Budian que vai se dar mal.

Como se tivesse entendido o próprio nome, Xiao Budian levantou a cabeça e olhou para Shen Jin.

— Uuuh?

Shen Jin voltou a rir, mas tentou não fazer barulho. Vendo a filha toda boba, a Concubina Chen lembrou, sem saber por quê, daquela velha piada: “Três anos de gravidez e ainda assim saiu meio boba.” Se ficasse mais boba que isso… era melhor que o marquês de Yongning voltasse logo.

A Concubina Chen comentou, preocupada:

— A Princesa Ruyang e a aia já foram para a cidade fronteiriça. Será que está tudo bem mesmo?

— Está sim — respondeu Shen Jin, despreocupada. — Meu irmão está lá.

Mamãe Zhao também sorriu.

— Não se preocupe, senhora. Esses anos todos sempre teve gente da capital vigiando a cidade fronteiriça. Nunca houve problema.

Shen Jin assentiu:

— Melhor que continue assim.

A Concubina Chen lançou um olhar reprovador para a filha:

— Você fala como se tudo fosse fácil assim...

Shen Jin apenas piscou e riu, sem se explicar. Mas Mamãe Zhao sabia que o que a jovem dissera era verdade — só que ninguém acreditava nela.

De repente, An Ning entrou às pressas.

Mamãe Zhao perguntou:

— O que houve?

— Chegou notícia do general — disse An Ning, animada. — A irmã Cuixi está aqui, esperando do lado de fora.

— Mande entrar — disse Shen Jin.

An Ning respondeu afirmativamente e foi buscar Cuixi. Ela era uma das mais confiáveis da Princesa Rui, e ser chamada de “irmã” não era exagero. Ao entrar, Cuixi fez reverência a Shen Jin e à Concubina Chen e disse:

— O príncipe acabou de voltar e trouxe notícias sobre o marquês de Yongning. A princesa mandou-me contar à terceira princesa, para deixá-la tranquila e feliz.

Shen Xuan era um homem sincero. Como não sabia dos arranjos de Chu Xiuming e tinha receio de que o Imperador soubesse do envio de cartas à capital e estragasse os planos, preferiu não escrever nada desde que chegou a Minzhong. Assim, o Palácio do Rei Rui só soube da situação quando ele voltou da corte.

Cuixi relatou tudo que o Rei Rui dissera, e a Concubina Chen finalmente conseguiu relaxar. Ela não se importava com o que Chu Xiuming havia feito — contanto que estivesse vivo e seguro, já era suficiente.

— Recompensem-na — disse Shen Jin com um sorriso ao fim do relato.

Cuixi não recusou. Anping pegou uma bolsinha e a colocou em sua mão. Cuixi agradeceu e guardou o presente.

— A princesa também pediu que a terceira princesa fique tranquila. O marquês de Yongning deve voltar em breve, e então a senhora poderá ensiná-lo uma boa lição. Mesmo que ele tenha prestado méritos à nação, afinal de contas, foi a senhora quem ficou injustiçada.

— Está certo! — Shen Jin sorriu e assentiu.

Depois de mais algumas palavras, Cuixi se despediu e saiu.

Shen Jin sentou-se na espreguiçadeira, abraçando a barriga, e a Concubina Chen suspirou:

— Graças a Deus… está tudo bem.

Mamãe Zhao também sorriu:

— Agora a senhora pode ficar em paz.

Shen Jin não respondeu. Parecia estar pensando em algo. De repente, perguntou:

— E se o bebê for uma menina? Será que é bom eu ler livros de estratégia militar pra ela?

A Concubina Chen, que já estava de saída para rezar, parou de repente e olhou para a filha.

O sorriso no rosto de Mamãe Zhao congelou. Anping e An Ning se entreolharam, sem saber o que dizer.

Shen Jin franziu os lábios e ficou ainda mais séria. Pensou um pouco e murmurou:

— Deixa pra lá. Quando meu marido voltar, deixo esse problema pra ele resolver.

Chu Xiuming não fazia ideia de que, mesmo sem ter retornado ainda, sua pequena esposa já estava preparando problemas difíceis para ele. Assim que terminou todos os assuntos em Minzhong, ele partiu imediatamente, levando apenas alguns homens e vestindo roupas leves. O restante foi deixado sob os cuidados de Xi Yunjing, que ficou encarregado de enviar tudo à capital.

No dia em que chegou à cidade, nevava muito. Ao alcançar o portão do Palácio do Rei Rui, Chu Xiuming desmontou do cavalo, e os guardas bateram à porta...

Shen Jin estava sentada em casa, com um braseiro aos pés. Acima havia uma grelha especial — ela tinha ficado obcecada por batata-doce assada ultimamente. Mas Mamãe Zhao não a deixava comer muito, então ela só podia comer um pouco por dia. Anping virou a batata e disse:

— Já está quase pronto, senhora, não se preocupe.

— Sim — Shen Jin assentiu. — Mas tem que assar um pouquinho mais.

Com comida, Shen Jin sempre foi paciente.

Chu Xiuming deixou os outros cuidando dos assuntos e seguiu direto para Mo Yunyuan, sem sequer ir ver o Rei Rui ou a Concubina Rui — foi mais rápido do que a própria notícia de sua chegada.

Xiao Budian, que brincava sozinho na neve, levantou-se de repente. Mexeu as orelhas e correu em direção ao portão do pátio. Passou por An Ning sem parar, esfregando-se em suas pernas. Ela se assustou e exclamou:

— Pequeno danado!

Mas Xiao Budian não ligou. An Ning largou o que fazia e correu atrás dele, até que viu o cão correndo em direção a um homem de capa escura. O bichinho gritou de alegria:

— Uuuuh uuuuh uuuuh!

Era Chu Xiuming. Ele pegou Xiao Budian com uma das mãos, ergueu-o e disse:

— Está na hora de treinar.

— Uaaaah — Xiao Budian esticou a língua e lambeu Chu Xiuming com vontade.

Chu Xiuming soltou o cão no chão e, ao ver An Ning, fez que sim com a cabeça.

Shen Jin, que estava esperando sua batata-doce assar, congelou ao ouvir o latido. Levantou a cabeça de repente, olhou para a porta, apoiou-se no encosto com uma das mãos e tentou levantar-se. Anping se apavorou:

— Senhora!

Rapidamente pegou a capa e correu até ela. Viu que Shen Jin não havia saído, apenas ficou ali, parada na porta, olhando para o pátio.

Naturalmente, Chu Xiuming viu Shen Jin. Retirou a capa, e a neve acumulada caiu com ela. Então caminhou até Shen Jin e disse:

— Está frio lá fora.

Shen Jin abriu os lábios, mas não disse nada. Quando Chu Xiuming se aproximou, segurou a mão dele — estava fria. Puxou-o para dentro às pressas, com os olhos avermelhados.

Assim que entrou no quarto, Chu Xiuming sentiu o cheiro de batata-doce assando. Olhou para as próprias mãos, aproximou-as do braseiro e aqueceu-se até que o frio passasse. Só então tocou o rosto de Shen Jin e disse com suavidade:

— Voltei.


Claro! Aqui está a tradução do trecho com coerência, fluidez e uso adequado dos travessões para as falas, mantendo o tom emocional da cena:


Anping e An Ning se retiraram silenciosamente, fechando a porta com discrição. Mamãe Zhao e a Concubina Chen também estavam do lado de fora. As duas sorriam. Mamãe Zhao comentou:

— O general está com medo de ter emagrecido. Vou preparar algo bem reforçado. Agora que ele voltou, vai aproveitar melhor a comida com a esposa.

Shen Jin, por fim, não conseguiu mais conter-se. Agarrou a mão de Chu Xiuming e a pressionou contra o rosto, dizendo suavemente:

— Por que demorou tanto pra voltar?

Era uma frase simples, mas trazia em si um tom manhoso, misturado a uma tristeza profunda e incontida.

— Minha barriga está enorme — chorou Shen Jin. Sempre foi uma pessoa cheia de manias, mas no Palácio do Rei Rui, precisou engolir todas. Depois de casar com Chu Xiuming, aquelas pequenas manhas só aumentaram. — Minhas pernas ainda doem...

Enquanto falava, chorava cada vez mais, fazendo o coração de Chu Xiuming apertar. Ele a puxou para um abraço apertado.

— Eu fiquei tão assustada... — disse Shen Jin, agarrada a ele, agora em prantos. — Achei que fosse morrer... Eles me maltrataram quando você não estava aqui...

— Eu nem sei se o bebê que eu carrego é menino ou menina... buááá... Não sei se devo ler livro de estratégia militar ou coletânea de poesia... Por que você não voltou logo? O livro de estratégia é tão chato, dá sono... A culpa é toda sua, que não voltou logo...

Shen Jin chorava sem parar. Até quando comia algo que não gostava no jantar, era culpa de Chu Xiuming não ter voltado.

— Uuuuh... a batata-doce deve ter passado do ponto... A culpa é sua. Por que só veio agora?!

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Notas:

[1]: Expressão chinesa popular, usada para ilustrar como o ambiente pode mudar a natureza das pessoas — laranjas do sul do rio Huai são doces; quando plantadas ao norte, tornam-se azedas como tangerinas. (Huáinán zhī chéng, Huáiběi zhī zhǐ - 淮南之橙,淮北之枳).

[2]: Campo da Lei: espaço público onde execuções e punições judiciais eram realizadas sob autoridade do Império, muitas vezes usadas para estabelecer exemplo e reforçar a ordem pública.

[3]: Ano Yongqi: referência ao calendário imperial fictício dentro da narrativa, comum em romances históricos chineses. Indica o 19º ano de reinado do imperador vigente naquele momento.

[4]:  Jingguan (京观): uma pilha de cabeças humanas erguida como troféu de guerra, prática comum em registros históricos e simbólica de vitória militar ou punição exemplar.

[5]: Xiao Budian (小不点): Literalmente "pequenino" ou "pequeno coisinho", provavelmente o nome carinhoso de um animal de estimação ou mascote.


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Notas da Vick:

Estarei continuando a tradução da novel pelo mtl já que infelizmente  a tradução que eu me baseava foi abandonada a tempos, eu esperei muito, mas nada. Então teremos que continuar assim. Peço perdão por qualquer mudança de termos, mas foi necessária. No geral está entendível eu espero.


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