O helicóptero pairava sobre a ilha particular.
Vista do alto, toda a ilha era cercada por águas azuladas. A areia branca como neve da praia parecia feita de pequenas gemas. A vegetação cobria a ilha inteira, e bem no centro havia um enorme lago natural.
Do helicóptero, era possível ver uma visão panorâmica do lago, que lembrava um pedaço de jaspe cristalino, brilhando sob o sol e ficando ainda mais bonito.
Ao lado do lago, havia um edifício claramente moderno — uma villa erguida naquela ilha.
O helicóptero pousou diretamente no gramado em frente à villa. Através do vidro, Nuan Nuan conseguiu ver, ao longe, dois cavalos correndo pela vasta campina: um preto e um branco, belos como uma pintura em pergaminho.
— Vamos.
Nuan Nuan, que ainda observava os cavalos, foi erguida por um braço forte.
A menina, instintivamente, abraçou o pescoço do quarto irmão.
— Quarto irmão, tem um cavalo ali!
Ela apontou para os cavalos ao longe com seus dedos finos e brancos, os olhos brilhando de animação.
— Você gosta?
Gu Nan entregou a mala para Nan Feng. Uma brisa carregada com cheiro de mar soprou, fazendo seu sobretudo esvoaçar e deixando-o ainda mais imponente.
Nuan Nuan assentiu obedientemente. Desde pequena, ela amava animais e era muito querida por eles. Fosse gatos, cachorros, ovelhas da vila ou esquilos e pássaros da floresta, ela gostava de todos.
Quando ninguém brincava com ela, conversava com os animais.
— Depois eu te levo para vê-los.
— Tá bom, irmão mais velho, você é tão gentil.
A voz da menina era macia e doce, capaz de tocar o coração de qualquer um. Seu sorriso, com as sobrancelhas arqueadas, era curativo.
As villas da ilha eram cuidadas por funcionários dedicados. Tudo ali era elegante e limpo. Quase todos os andares tinham enormes janelas do chão ao teto voltadas para o mar e para o lago. Bastava ficar diante delas para apreciar a paisagem todos os dias.
Nada poderia ser mais agradável do que nadar naquele lago.
As malas haviam sido arrumadas por eles mesmos. Assim que Gu Mingyu chegou, tirou o casaco. Por baixo, vestia uma camisa bordô vibrante.
Alguns botões da gola estavam abertos, deixando seu pescoço parecer ainda mais longo e bonito. Sua pele, branca como neve, parecia brilhar ao sol, e a camisa realçava sua aparência deslumbrante.
A temperatura ali não era fria — pelo contrário, estava até um pouco quente.
Bai Mohua desceu carregando Little Orange nos braços, pegou sua mala e correu para o quarto preparado para trocar de roupa.
Quando voltou, vestia uma camiseta branca e uma bermuda cinza-clara até os joelhos, revelando suas pernas longas e finas, dando-lhe um ar limpo, ensolarado e juvenil — parecia ainda mais um estudante.
Nuan Nuan também trocou de roupa, colocando um vestidinho florido até os joelhos. Ela pisava descalça no chão morno. Sua pele era tão branca quanto um bolinho de leite.
Seus dedinhos eram gordinhos, redondos e adoráveis, cada um parecendo uma pequena pérola rosada.
Enquanto se trocavam, Little Orange já havia se adaptado ao ambiente daquela pequena propriedade. Agora, caminhava com suas patinhas macias, miando suavemente ao redor dos pés de Nuan Nuan.
Seu corpinho rechonchudo esfregava-se contra os pés branquinhos da menina, e a ponta do rabo se enrolava em seu tornozelo. Fazia cócegas, mas era confortável.
Nuan Nuan riu, agachou-se e acariciou o pelo macio de Little Orange.
— Irmão mais velho!
Ao ver Gu Nan saindo, a menina se levantou e correu descalça até ele. Seus olhos se curvaram em pequenas luas crescentes, e havia um sorriso tímido e feliz em seu rostinho.
Little Orange sacudiu a cabeça e seguiu atrás em passinhos curtos, mas não se atreveu a chegar muito perto de Gu Nan. Com seus olhos de gato limpos e bonitos, encontrou Bai Mohua e miou pedindo proteção.
Nuan Nuan agarrou a palma larga de Gu Nan com suas duas mãozinhas finas, ainda um pouco frias. Então esfregou o rostinho rechonchudo nele de forma carinhosa.
— Irmão, é tão lindo aqui… e é tão quentinho.
Nem precisa usar tantas roupas.
Gu Nan baixou o olhar, e seus olhos frios suavizaram.
— Se você gostar, vou te trazer aqui com frequência.
Seu tom baixo e frio era cheio de carinho — um tratamento que ninguém além de Nuan Nuan recebia.
— Vou te levar para ver os cavalos. Vamos.
Dizendo isso, ele a pegou com facilidade e a acomodou em seu braço, caminhando em direção aos estábulos.
— Passeio a cavalo? Eu também vou!
Gu Mingli, que passava por ali, colocou as mãos nos bolsos e os seguiu preguiçosamente.
— Irmão, espera! Coloca nossa irmã no chão, eu que vou carregar ela!
Era demais. Todo mundo aproveitava a altura para abraçar Nuan Nuan, e ele quase não tinha tempo de ficar com a irmãzinha.
Gu Nan lançou um olhar indiferente para a fila de gente atrás dele.
Ele realmente queria jogar esses caras de volta.
Os dois cavalos da ilha — um preto e um branco — eram criados com extremo cuidado e tinham espaço suficiente para correr livremente, então eram um pouco selvagens por natureza.
Gu Nan pegou o apito das mãos do tratador e soprou em direção à distância.
O som ecoou longe. Pouco depois, Nuan Nuan viu os dois cavalos correndo na direção deles quase na mesma velocidade.
À medida que se aproximavam, o som dos cascos batendo no chão se tornava claro.
Eles eram fortes como o vento, mas inteligentes. Diminuíram a velocidade ao chegar perto e, por fim, pararam firmemente diante de Gu Nan.
Little Orange, nos braços de Bai Mohua, ficou tão assustada ao ver aqueles dois cavalos enormes que seu pelo se arrepiou inteiro. Ela miou, se contorceu e enfiou a cabeça desesperadamente no peito do dono, deixando apenas o rabinho fofo e o bumbum tremendo para fora.
Os dois cavalos altos pararam diante de Gu Nan, sacudindo a cabeça e bufando. Seus olhos escuros encararam Nuan Nuan em seus braços.
O cavalo branco tomou a dianteira, empurrou o preto para o lado e inclinou sua grande cabeça em direção à menina.
Gu Nan ficou surpreso.
Ele conhecia bem o temperamento daqueles cavalos: arrogantes, orgulhosos. Além dele, nem sequer se dignavam a olhar para os tratadores que os alimentavam.
Ele havia gastado muita energia para conquistar a confiança deles, e chegou a se machucar durante o treinamento… mas o resultado o havia satisfeito.
Ainda assim, agora, ao encontrarem Nuan Nuan pela primeira vez, pareciam gostar muito dela — aproximando-se espontaneamente e esfregando-se nela de forma íntima.
— Ele se chama Gale.
Os olhos escuros de Nuan Nuan brilharam. Ela sorriu, colocou sua mãozinha sobre a cabeça do cavalo branco e acariciou-o.
Com uma voz suave e quentinha, disse:
— Olá, Gale. Eu sou a Nuan Nuan.
— Hiiii…
Gale se aproximou ainda mais, até quase pressionar toda a cabeça dentro dos braços dela.
Nesse momento, o cavalo preto ao lado não ficou nada satisfeito. Ele empurrou o branco com o corpo e também enfiou a cabeça nos braços da menina.
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