Unidade 2, Terceiro Andar.
Sang Changfeng abriu a porta, com o rosto iluminado de surpresa e alegria.
"Você voltou, querida? Por que não nos avisou?"
Lin Yueyin espiou com espanto. "Lu está em casa?"
"Queria fazer uma surpresa", Sang Lu sorriu radiante, levantando as sacolas de presentes em suas mãos.
O sorriso de Sang Changfeng desapareceu instantaneamente, suas sobrancelhas franzindo. "Você não precisava trazer nada! Desde quando você é uma convidada em sua própria casa?"
Sang Lu imediatamente fez beicinho, virando-se para sua mãe em busca de apoio.
"Mãe, o papai está sendo malvado comigo de novo!"
Lin Yueyin se aproximou, lançando um olhar severo para o marido. "Ela acabou de chegar em casa e você já está repreendendo-a? Precisa sempre ter a última palavra?"
"…" Sang Changfeng ficou em silêncio, diligentemente pegando as sacolas de presentes para guardá-las.
Sang Lu se agarrou à mãe, balbuciando: "Senti tanto a sua falta~~~"
Então, virando a cabeça com diplomacia divertida, ela acrescentou: "...e, claro, senti falta do papai também—" uma pausa, "—especialmente o peixe frito crocante dele."
O sorriso esperançoso de Sang Changfeng se transformou em exasperação. "…"
O que ele podia fazer?
Ela era sua filha.
Estragá-la era inegociável.
Depois de se formar, Sang Lu alugara um apartamento perto da estação de TV onde trabalhava, só voltando para a casa dos pais durante as férias.
Cada volta para casa parecia um retorno aos seus despreocupados dias de estudante—como se ela nunca tivesse amadurecido totalmente.
Desta vez, ela trouxera para a mãe um conjunto completo de cuidados com a pele sob medida para sua tez e, para o "Velho Sang", suplementos para o fígado e óleo de peixe.
Sang Lu economizava em outras coisas— tomando café Luckin de 9,9 yuans, verificando os aplicativos de entrega de comida para as melhores ofertas.
Mas quando se tratava de seus pais?
Sem economias. Só o melhor serviria.
Enquanto mãe e filha conversavam na sala de estar, Sang Changfeng lavava frutas na cozinha.
Quando ele emergiu com um prato de rodelas de laranja, ouviu a esposa iniciar sua palestra habitual.
"Um velho ditado diz: 'Esconda suas bênçãos, para que a inveja não o siga'", Lin Yueyin acariciou a mão de Sang Lu com sinceridade. "Casar-se na riqueza significa ser discreto. Não deixe que os outros se aproveitem, mas também não se exiba."
"Outro ditado antigo", Sang Changfeng interveio, colocando o prato de frutas diante delas, "‘Voltar rico, mas invisível, é como usar roupas finas no escuro’."
Lin Yueyin: "…"
Sang Lu: "…"
Sang Changfeng continuou: "Por que todo esse segredo? O casamento de nossa filha foi arranjado desde a infância—não é como se ela estivesse subindo na vida social. Por que não podemos gritar isso dos telhados?"
Lin Yueyin franziu a testa. "Você tem a sutileza de um martelo."
Na verdade, ela concordava com o marido.
Por que esconder?
Mas depois de pegá-lo silenciosamente ajudando parentes distantes tantas vezes, ela ficou cautelosa.
Se a notícia do casamento de alta sociedade de sua filha se espalhasse, os abutres se aproximariam.
Empréstimos, favores, problemas sem fim—tudo jogado nos pés de Sang Lu. Como ela poderia lidar com isso?
"Tudo bem, tudo bem, vou me curvar à sua sabedoria", Sang Changfeng levantou as mãos em rendição.
"Minha experiência começa e termina em manter vocês duas bem alimentadas. Fechado?"
Lin Yueyin sorriu. "É mais como isso."
Sang Lu observou a discussão com um sorriso, colocando uma fatia de laranja na boca.
Ela sabia que sua mãe tinha boas intenções—e que seu pai era mole.
Seus olhos se voltaram para o relógio de parede.
13:45
Na hora certa…
Em breve, a campainha tocaria, anunciando a chegada da Tia Grande, da Tia Pequena, do Tio Primo, do Tiozinho e—seu pesadelo pessoal—o Tio Zhuang.
"Ding-dong—"
O sino tocou.
Antes que seus pais pudessem reagir, Sang Lu já estava na porta.
"Velho Sang! Vamos tomar uns drinks hoje à noite", o Tio Zhuang trovejou, então piscou ao ver Sang Lu. "Oh? Sang Lu está em casa?"
Ela exibiu um sorriso de atendimento ao cliente.
Atrás dele, as famílias da Tia Grande e da Tia Pequena entraram—tendo "coincidentemente" encontrado o Tio Zhuang no andar de baixo.
No passado, Sang Lu desaparecia durante essas visitas—escondendo-se em seu quarto ou fugindo de casa.
Hoje, ela quebrou o padrão.
Por três horas seguidas, ela sentou-se compostamente no sofá, ouvindo como se fosse uma aula da faculdade.
Com um parente mais jovem presente, a conversa inevitavelmente se concentrou nela.
Tia Grande: "Sang Lu está ainda mais bonita agora! Como vai o trabalho na estação de TV? Ainda desgastante?"
Sang Lu: "Administrável."
Os olhos da Tia Grande brilharam. "Falando nisso—alguma redução de salário? Ouvi dizer que muitas empresas estão cortando salários. Aposto que a estação não é exceção?"
Sang Lu espetou uma fatia de laranja. "Na verdade, recebemos um aumento."
Lembrando-se do hábito da Tia Grande de comparações presunçosas, ela acrescentou com leveza,
"Provavelmente superou o aumento da sua aposentadoria."
A Tia Grande congelou, momentaneamente sem fala. "…"
O Tio Zhuang tomou a dianteira. "Se bem me lembro, Sang Lu e nossa Xiao têm a mesma idade? Vinte e cinco anos este ano?"
(Xiao sendo sua filha, Zhuang Xiao.)
"Mm", Sang Lu assentiu distraidamente.
"Ainda sem namorado? Deixe-me arranjar um para você! Tem um cara divorciado no meu escritório—cara decente, do tipo honesto de verdade."
O rosto de Sang Changfeng escureceu.
A audácia!
Ele abriu a boca para declarar que sua filha já era casada—sem necessidade de intromissão—quando um chute forte sob a mesa o silenciou.
Sang Lu lançou-lhe um olhar de aviso, imitando um zíper em seus lábios.
"…" Ele engoliu as palavras, contentando-se em olhar fixamente para o Tio Zhuang.
"Não precisa", disse Sang Lu docemente. "Guarde-o para a Prima Xiao~"
"Oh, Xiao não precisa de ajuda—"
O Tio Zhuang aproveitou a chance para se gabar:
"—Ela tem um namorado estável agora. Trata-a como realeza—bolsas de grife, um carro novo… verdadeiramente de primeira linha."
"Não se preocupe, Tio", disse Sang Lu alegremente. "Deixe-o de reserva. Caso a Prima Xiao fique solteira de novo, ele estará pronto."
Ela completou isso com um sorriso angelical.
Suas feições de boneca faziam até o sarcasmo soar inocentemente impulsivo.
O Tio Zhuang enrijeceu. "Ainda a piadista, vejo."
Ansioso para recuperar o orgulho, ele sacou seu telefone.
"Deixe-me ligar para Xiao—ela pode levar você para casa mais tarde. Seu novo Mercedes é macio como manteiga."
Sang Lu acenou para ele. "Realmente, isso é—"
"Chance perfeita para você fazer um test drive!" ele avançou. "Experimente, para que quando puder comprar um algum dia—"
"…Absolutamente desnecessário", Sang Lu disse, sem emoção.
O Tio Zhuang fingiu não ouvir, já discando.
"Xiao? Onde você está?"
"Depois das compras, passe na Unidade 2. Sang Lu quer uma carona no seu carro novo."
Sang Lu: ?
Desde quando?!
Zero a fabricação em tempo recorde. Impressionante.
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